quando começo a voar
por esses pensamentos
atraídos por um envolvimento
não há mais inspiração
a calma vai desaparecendo junto com as nuvens
num balanço
dentro da cabeça
com perguntas que duram léguas infinitas
se afogando em meio ar
mas consigo descansar sem me esquivar
dentro de um alívio sufoco
com receio de te perder
para o meu ser constante covarde
não me atrevo a completar o voo
mas planejo o pouso
apenas dentro de um silêncio
mas não há coragem suficiente,
as lembranças não se perdem
mas já não faz sentido
não ter tempo
para completar o voo
porque sei que é eterno
Ana Siqueira
Quase Perspícuo
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
domingo, 25 de maio de 2014
Paraíso part II, e meio
como escrever algo que parece ser tão maciço
resistente as bastidas insensíveis
que os rodeiam com um amor
que o rodeiam-o num amor
desviando-se de tudo que não o faz feliz
mas ele não sabe o que, o faz
como caminhar um caminho
não trilhado pelo destino
como andar sobre um caminho
que rodeiam de culpas sem culpados
que o rodeiam-o de culpas para culpar
sem atalho para remorso
mas ele não sabe o que é mais forte
num dia claro
sua rispidez transparecia mais que o sol
fechava os olhos
tentando se trancar na própria escuridão
mas a vida continua
fora do paraíso
se tornava mais inquebrantável
se surpreendendo com algo fora do prazo
se quebrando num momento sem descanso
pois sempre há algo no passado que o confundi
se sustentando como um austero
pois o paraíso não é para sempre
ele sabia que era para sempre
o sol está pronto para deixar-los
a respiração corrompe
mas o medo ainda está de pé
comprometendo a fama do paraíso
o receio é inofensivo
comprometendo a fama do paraíso
Ana Célia Siqueira
resistente as bastidas insensíveis
que os rodeiam com um amor
que o rodeiam-o num amor
desviando-se de tudo que não o faz feliz
mas ele não sabe o que, o faz
como caminhar um caminho
não trilhado pelo destino
como andar sobre um caminho
que rodeiam de culpas sem culpados
que o rodeiam-o de culpas para culpar
sem atalho para remorso
mas ele não sabe o que é mais forte
num dia claro
sua rispidez transparecia mais que o sol
fechava os olhos
tentando se trancar na própria escuridão
mas a vida continua
fora do paraíso
se tornava mais inquebrantável
se surpreendendo com algo fora do prazo
se quebrando num momento sem descanso
pois sempre há algo no passado que o confundi
se sustentando como um austero
pois o paraíso não é para sempre
ele sabia que era para sempre
o sol está pronto para deixar-los
a respiração corrompe
mas o medo ainda está de pé
comprometendo a fama do paraíso
o receio é inofensivo
comprometendo a fama do paraíso
Ana Célia Siqueira
domingo, 20 de abril de 2014
decesso precoce
o pulsos parecem não funcionar mais
o desvinculo fatal com o amor
à semelhança fixa de fragilidade
na complexidade excessiva
de quem é artista do decesso
as nossas decisões desafiadas
às suspeitas de caridades emocionais
o passado não nos pertencia
até a necessidade de ter que vive-los
novamente
antecipadamente
precocemente
Ana Siqueira
o desvinculo fatal com o amor
à semelhança fixa de fragilidade
na complexidade excessiva
de quem é artista do decesso
as nossas decisões desafiadas
às suspeitas de caridades emocionais
o passado não nos pertencia
até a necessidade de ter que vive-los
novamente
antecipadamente
precocemente
Ana Siqueira
qualquer, quaisquer que seja
qualquer objetivo é um objetivo
é permanente na insegurança
que é alvo do próprio desanimo
camuflado pelo desejo único
de alcançar algo previsível
qualquer olhar é um olhar
sendo sincero ou agressivo
que é tomado pelo momento
pelo óbvio que o faz sensível
de acreditar que é verdadeiro
qualquer escravo é um escravo
sendo do amor ou do medo
que é levado à angustia
chegando ao extremo do interior
ouvindo demasiadamente a coragem
qualquer coisa é alguma coisa
como qualquer qualquer
pelo menos é um qualquer
quaisquer que seja as circunstancias
mesmo em excesso de classes
a beleza interna desconhecida
permanece, forte
e não qualquer
Ana Siqueira
é permanente na insegurança
que é alvo do próprio desanimo
camuflado pelo desejo único
de alcançar algo previsível
qualquer olhar é um olhar
sendo sincero ou agressivo
que é tomado pelo momento
pelo óbvio que o faz sensível
de acreditar que é verdadeiro
qualquer escravo é um escravo
sendo do amor ou do medo
que é levado à angustia
chegando ao extremo do interior
ouvindo demasiadamente a coragem
qualquer coisa é alguma coisa
como qualquer qualquer
pelo menos é um qualquer
quaisquer que seja as circunstancias
mesmo em excesso de classes
a beleza interna desconhecida
permanece, forte
e não qualquer
Ana Siqueira
fronteiras do apego
fronteiras,
vividas e sofridas
mudadas e plainadas
com sentimentos naturais
entre acordos dissimulados
da separação que redime
o valor de um lugar
de uma zona com marcas
uma arena com mágoas
permanecendo fiel
às eternas linhas
paralelas ao coração
Ana Siqueira
vividas e sofridas
mudadas e plainadas
com sentimentos naturais
entre acordos dissimulados
da separação que redime
o valor de um lugar
de uma zona com marcas
uma arena com mágoas
permanecendo fiel
às eternas linhas
paralelas ao coração
Ana Siqueira
despedida incendiada
quando algo significa algo mais
é tarde pra pensar em tocar de novo
essa vida esteve inventada, intocável
esperando o que daria certo
em meio, entre a si próprio
deixo-lhe um fato
que nunca vai falhar
nunca vai morrer
como você deu adeus
agora te vejo com uma estrela
todas as noites oro com você
mas só
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
a despedida foi incendiada
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
do mar viúvo
neste mesmo oceano
no nosso mundo, sozinha
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
a despedida foi incendiada
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
tento me livrar das imagens
da presença
mas não há motivação interna
suficiente
me libertar do que ficou incompleto
para que eu consiga esquecer
mas seus sussurros ainda ecoam
funcionando como uma condução
para acabar
o amor permanecesse quieto
sem animo capaz
para enxergar de perto
estar perto o suficiente
para se manter longe aos poucos
e esquecer
minha base foi confundida
meu pilar desmoronou
me resta aflição
pra conseguir superar a angustia
desarranjar seu relato
pra alcançar as memórias
com liberdade
com você como um vento
contra as ondulações
para enxergar de perto
estar perto o suficiente
para se manter longe aos poucos
e esquecer
sem animo capaz
para enxergar de perto
estar perto o suficiente
para se manter longe aos poucos
e esquecer
Ana Siqueira
é tarde pra pensar em tocar de novo
essa vida esteve inventada, intocável
esperando o que daria certo
em meio, entre a si próprio
deixo-lhe um fato
que nunca vai falhar
nunca vai morrer
como você deu adeus
agora te vejo com uma estrela
todas as noites oro com você
mas só
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
a despedida foi incendiada
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
quando você remanesce
sobrevive ainda como um vento
que me segue junto com as ondasdo mar viúvo
neste mesmo oceano
no nosso mundo, sozinha
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
a despedida foi incendiada
não consigo me deixar ir, apenas não consigo me deixar ir
da presença
mas não há motivação interna
suficiente
me libertar do que ficou incompleto
para que eu consiga esquecer
mas seus sussurros ainda ecoam
funcionando como uma condução
para acabar
o amor permanecesse quieto
sem animo capaz
para enxergar de perto
estar perto o suficiente
para se manter longe aos poucos
e esquecer
minha base foi confundida
meu pilar desmoronou
me resta aflição
pra conseguir superar a angustia
desarranjar seu relato
pra alcançar as memórias
com liberdade
com você como um vento
contra as ondulações
para enxergar de perto
estar perto o suficiente
para se manter longe aos poucos
e esquecer
sem animo capaz
para enxergar de perto
estar perto o suficiente
para se manter longe aos poucos
e esquecer
Ana Siqueira
quinta-feira, 6 de março de 2014
Califórnia reprisada
Dirigindo em direção ao sol
pensando em escapar
em alguma zona desconhecida
vivendo sem viver
nem mesmo com sua vontade
com seu próprio modo
modestamente de viver
vivendo sem medo
errado exatamente desde o começo
mas certamente no começo
a escolha não foi uma opção
então eis que se vai
vivendo
mas não respirando
mas não amando
mas não esquecendo de procurar
de viver
eis que se vai num som
baseado em números
que contam os quilômetros cautelosamente
os mesmos de sempre,
os mesmos que contam seus dias de vida
os seus restos de vida medíocre
apenas num desenlace num desfecho
terminado logo no começo,
na estrada
olhando para o horizonte
a impaciência bate
a velocidade aumenta
e deixa de viver
vivendo como se vivia
e via, e agora vendo
a zona irradiada apenas pelo retrovisor...
Ana Siqueira
pensando em escapar
em alguma zona desconhecida
vivendo sem viver
nem mesmo com sua vontade
com seu próprio modo
modestamente de viver
vivendo sem medo
errado exatamente desde o começo
mas certamente no começo
a escolha não foi uma opção
então eis que se vai
vivendo
mas não respirando
mas não amando
mas não esquecendo de procurar
de viver
eis que se vai num som
baseado em números
que contam os quilômetros cautelosamente
os mesmos de sempre,
os mesmos que contam seus dias de vida
os seus restos de vida medíocre
apenas num desenlace num desfecho
terminado logo no começo,
na estrada
olhando para o horizonte
a impaciência bate
a velocidade aumenta
e deixa de viver
vivendo como se vivia
e via, e agora vendo
a zona irradiada apenas pelo retrovisor...
Ana Siqueira
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